Sábado, 22 de Agosto de 2009
publicado por JN em 22/8/09

O problema de fundo, em relação aos debates televisivos em agendamento para o próximo período eleitoral (como para outros), não é o modelo em causa. O problema de fundo é que um partido (qualquer que ele seja, sendo que neste caso se trata do partido do Governo) tente impor um modelo, que os jornais noticiem tranquilamente que um partido impôs um modelo e que a televisão venha a aceitar esse modelo.


Voltemos ao básico, por favor. O compromisso de um órgão de comunicação social é para com o público, não para com os partidos políticos. No que diz respeito aos partidos, a única coisa que obriga os órgãos de comunicação social é a lei sobre direitos de antena. De resto, a existência ou não de debates deve ser decidida em função do interesse dos leitores, dos ouvintes e dos espectadores, não do interesse dos partidos.

Esse é o problema de fundo – e é objectivo. O problema de superfície é outro – e é subjectivo. Há quatro anos, não era preciso que o PSD debatesse com os restantes partidos da oposição, pois não se tratava de forças potencialmente em confronto. Este ano, o PSD parece discutir o resultado – e portanto devia poder debater com os chamados “partidos pequenos”, não apenas com o PS. E não porque o PSD o quer: apenas porque a única ferramenta que as televisões têm para avaliar os desejos do seu público (as sondagens, no caso as políticas) dizem que essa é uma das comparações que esse público, enquanto eleitor, precisa de fazer.


CRÓNICA DE TV ("Crónica TV"). Diário de Notícias, 22 de Agosto de 2009

Joel Neto


Joel Neto nasceu em Angra do Heroísmo, em 1974, e vive entre o coração de Lisboa e a freguesia rural da Terra Chã, na ilha Terceira. Publicou, entre outros, “O Terceiro Servo” (romance, 2000), “O Citroën Que Escrevia Novelas Mexicanas” (contos, 2002) e “Banda Sonora Para Um Regresso a Casa” (crónicas, 2011). Está traduzido em Inglaterra e na Polónia, editado no Brasil e representado em antologias em Espanha, Itália e Brasil, para além de Portugal. Jornalista de origem, trabalhou na imprensa, na televisão e na rádio, como repórter, editor, autor de conteúdos e apresentador. Hoje, dedica-se sobretudo à crónica e ao comentário, que desenvolve a par da escrita de ficção. O seu novo romance, “Os Sítios Sem Resposta”, sai em Abril de 2012, com chancela da Porto Editora. (saber mais)
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"Os Sítios Sem Resposta",
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"Banda Sonora Para
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