Terça-feira, 20 de Abril de 2010
publicado por JN em 20/4/10



O primeiro Lado B, novo programa de Bruno Nogueira na RTP1 (domingos à noite),  teve coisas que correram bem e coisas que correram mal. As piadas em torno da solidariedade para com a Madeira correram bem. A entrevista a Manuel Pinho correu mal. A veracidade da bofetada de Tânia Ribas de Oliveira correu bem. A rábula da leitura da pressão arterial correu mal. A entrevista a Ricardo Araújo Pereira, apesar de alguns momentos mecânicos, correu bem. O segmento com o pagador de promessas, embora a espaços curioso, correu mal.


É sempre assim com os novos formatos. E, como sempre acontece com os novos formatos, urge agora amadurecer. A atmosfera geral, por exemplo, não facilita o êxito do programa. Meio Late Night (de Conan O’Brien) e meio Cabaret da Coxa, com um ou outro momento de Portugal No Coração, Lado B acaba por ser demasiado parecido com 5 para a Meia-Noite, com a grande diferença de que tem uma banda residente que toca música tonta. Leva o humor um bocadinho ao limite, mas deixa as entrevistas a meio (não se pode convidar Manuel Pinho sem clarificar a fundo a cena dos “corninhos” ou a frase de Sócrates sobre a tia de Louçã). E, entretanto, corre riscos desnecessários, como aconteceu com a colagem aos Gato Fedorento na entrevista fictícia a Marcelo Rebelo de Sousa, aliás menos divertida do que o modelo original de RAP&Companhia.


De resto, subsiste o problema do ritmo, recorrente no universo do talkshow português. A RTP1 não é a SIC Radical. E, como os próprios Gato Fedorento provaram, quando se trata de um canal generalista a falta de ritmo pode não impedir o sucesso, mas apenas se o sucesso vier de trás. Bruno Nogueira não tem esse passado.


CRÍTICA DE TV ("Crónica TV"). Diário de Notícias, 20 de Abril de 2010

Joel Neto


Joel Neto nasceu em Angra do Heroísmo, em 1974, e vive entre o coração de Lisboa e a freguesia rural da Terra Chã, na ilha Terceira. Publicou, entre outros, “O Terceiro Servo” (romance, 2000), “O Citroën Que Escrevia Novelas Mexicanas” (contos, 2002) e “Banda Sonora Para Um Regresso a Casa” (crónicas, 2011). Está traduzido em Inglaterra e na Polónia, editado no Brasil e representado em antologias em Espanha, Itália e Brasil, para além de Portugal. Jornalista de origem, trabalhou na imprensa, na televisão e na rádio, como repórter, editor, autor de conteúdos e apresentador. Hoje, dedica-se sobretudo à crónica e ao comentário, que desenvolve a par da escrita de ficção. O seu novo romance, “Os Sítios Sem Resposta”, sai em Abril de 2012, com chancela da Porto Editora. (saber mais)
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"Banda Sonora Para
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