Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009
publicado por JN em 20/8/09

Entre as muitas vantagens do arranque de mais um Campeonato do Mundo de Atletismo, a menos importante não é, seguramente, a oportunidade de voltar a ouvir os seus velhos narradores. Jorge Lopes, da RTP, é bom. Luís Lopes, do Eurosport (e, às vezes, da SportTV), é excelente – provavelmente mesmo o melhor narrador e/ou comentador desportivo português, à frente inclusive de Luís Piçarra (ciclismo, EURS), Carlos Barroca (basquetebol, SPTV) ou Nuno Miguel Santos (snooker, EURS), excelentes exemplos na sua modalidade e no seu estilo.


Luís Lopes sabe quase tudo. Prepara cada dia de trabalho, mas passa de certeza muito do tempo que outros consideram livre a ler sobre atletismo. Depois, e posto perante uma imagem, um atleta, um ensaio, é torrencial: conhece o atleta, as suas marcas e os significados destas no contexto do seu país, do seu continente, do mundo. Entretanto, ainda conhece as histórias, leu as entrevistas, decorou as manias. E, como um cineasta, abre em panorama sobre a paisagem, fecha em plano americano numa personagem, lança a grande angular sobre os seus olhos apenas – e volta a abrir e a fechar quantas vezes lhe apetece, com uma agilidade rara.

Podia falar cinco ou seis horas seguidas e nunca seria chato. Aliás: faz precisamente isso, em épocas de grandes competições. E eu nem quero imaginar como seria, por exemplo, ouvir um dos nossos comentadores de futebol durante seis horas seguidas.


CRÍTICA DE TV ("Crónica TV"). Diário de Notícias, 20 de Agosto de 2009

2 comentários:
De MC a 21 de Agosto de 2009 às 23:22
Os Lopes (Jorge e Luís) são ...aquelas máquinas atléticas!
De Bárbara Loução a 11 de Outubro de 2010 às 00:04
Completamente de acordo em relação ao Luís Lopes e ao Jorge Lopes! Os dois e principalmente o último ouvem-se sempre com agrado mesmo que falem, falem e falem porque sabem do que estão a falar. O Jorge Lopes é vibrante e traz emoção à modalidade.
Já em relação ao Luís Piçarra digo o seguinte: acredito que o ciclismo seja a sua área e aí se movimente bem mas quando comentava o Ténis na Eurosport e fazia parelha com esse personagem irritante chamado Miguel Horta que nem falar português sabia, e eram extremamente parciais nos seus comentários, tinha invariavelmente que baixar o som porque a voz da dupla era insuportável!

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Joel Neto


Joel Neto nasceu em Angra do Heroísmo, em 1974, e vive entre o coração de Lisboa e a freguesia rural da Terra Chã, na ilha Terceira. Publicou, entre outros, “O Terceiro Servo” (romance, 2000), “O Citroën Que Escrevia Novelas Mexicanas” (contos, 2002) e “Banda Sonora Para Um Regresso a Casa” (crónicas, 2011). Está traduzido em Inglaterra e na Polónia, editado no Brasil e representado em antologias em Espanha, Itália e Brasil, para além de Portugal. Jornalista de origem, trabalhou na imprensa, na televisão e na rádio, como repórter, editor, autor de conteúdos e apresentador. Hoje, dedica-se sobretudo à crónica e ao comentário, que desenvolve a par da escrita de ficção. O seu novo romance, “Os Sítios Sem Resposta”, sai em Abril de 2012, com chancela da Porto Editora. (saber mais)
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