Sábado, 19 de Setembro de 2009
publicado por JN em 19/9/09

Se a sondagem da Universidade Católica que o DN ontem divulgou tivesse sido realizada esta semana, a vantagem do Partido Socialista seria, provavelmente, ainda maior. Tendo o trabalho de campo sido executado entre os dias 11 e 14, ainda só contabiliza os votos ganhos com os debates. E José Sócrates, como já aqui se disse, ganhou mais votos ainda com Gato Fedorento-Esmiúça os Sufrágios.


É certo que, nas últimas Europeias, as urnas desmentiram as sondagens. Mas, confirme-se no próximo fim-de-semana a tendência enunciada pelos estudos, e terá sido na televisão que Sócrates ganhou estas eleições. Por um lado, é inesperado: o que se admitia, depois do caso Moura Guedes (há apenas duas semanas, note-se), era que ele as perdesse precisamente aí. Por outro, é perturbador: Sócrates melhorou significativamente a relação com a câmara, mas boa parte dos adversários partia muito à frente nessa competência.

Ainda há dois ou três anos este Primeiro-Ministro era um verdadeiro autómato em televisão. Pelo contrário, desta vez, e se formos a Gato Fedorento (inevitavelmente um dos marcos deste ciclo eleitoral), os autómatos, sem ritmo ou sem química, foram Paulo Portas (que ainda se safou nos debates) e Francisco Louçã (que esteve mal em tudo), até aqui dois profissionalões da guerra mediática. E, portanto, a actual assimetria não é só mérito de Sócrates: significa também que a oposição não percebeu onde é que, num ano como este, as coisas se jogariam.


CRÓNICA DE TV ("Crónica TV"). Diário de Notícias, 19 de Setembro de 2009

Joel Neto


Joel Neto nasceu em Angra do Heroísmo, em 1974, e vive entre o coração de Lisboa e a freguesia rural da Terra Chã, na ilha Terceira. Publicou, entre outros, “O Terceiro Servo” (romance, 2000), “O Citroën Que Escrevia Novelas Mexicanas” (contos, 2002) e “Banda Sonora Para Um Regresso a Casa” (crónicas, 2011). Está traduzido em Inglaterra e na Polónia, editado no Brasil e representado em antologias em Espanha, Itália e Brasil, para além de Portugal. Jornalista de origem, trabalhou na imprensa, na televisão e na rádio, como repórter, editor, autor de conteúdos e apresentador. Hoje, dedica-se sobretudo à crónica e ao comentário, que desenvolve a par da escrita de ficção. O seu novo romance, “Os Sítios Sem Resposta”, sai em Abril de 2012, com chancela da Porto Editora. (saber mais)
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