Quinta-feira, 8 de Abril de 2010
publicado por JN em 8/4/10



Ao que está em causa neste Madeira Islands Open, certame ainda à margem do topo dos torneios europeus, mostrou-mo o caddie de John Parry, jogador do top 20 do Challenge Tour 2009. Estávamos já várias formações em volta do tee do 14, um daqueles par 4 cujo green, em havendo coração (e em, aliás, escasseando o vento contrário), se pode tentar atingir à primeira pancada – e o primeiro a bater, assim que os da frente conseguissem concluir o buraco, seria precisamente Parry. Até que o seu caddie aproveitou o compasso de espera para uma pequena brincadeira (que era, na verdade, um pouco mais do que isso): pegou numa bússola, colocou-a no chão e apontou com o indicador a Oeste. “América!”, declarou.


O que está em causa neste Madeira Islands Open, cujo field o adiamento do Open de Portugal deixou um tanto depauperado, é isso: os grandes campeonatos, as grandes taludas e o futuro em geral, todos eles de alguma forma simbolizados pelo americano PGA Tour. Naturalmente, e como em todos os torneios profissionais, há aqui jogadores na casa dos 30 anos (e, aliás, dos 40). Mas há, sobretudo, uma verdadeira legião de jovens ávidos de um lugar ao sol. De uma oportunidade de ganhar algum dinheiro, sim – mas sobretudo de garantir uma isenção no European Tour. Uma espécie de “segunda liga”? Tudo bem. O facto é: a segunda liga é sempre mais competitiva  (e, às vezes, mesmo mais exigente) do que a primeira.


Algo me diz que vamos ter um grande torneio. Afinal, nem só de Tiger Woods vive o golfe – e bem pode acontecer que, na sombra de Augusta, outro tigre se espreguice, ensaiando na Madeira os seus primeiros passos em direcção à América.


COMENTÁRIO (especial Madeira Islands Open). O Jogo, 8 de Abril de 2009

Joel Neto


Joel Neto nasceu em Angra do Heroísmo, em 1974, e vive entre o coração de Lisboa e a freguesia rural da Terra Chã, na ilha Terceira. Publicou, entre outros, “O Terceiro Servo” (romance, 2000), “O Citroën Que Escrevia Novelas Mexicanas” (contos, 2002) e “Banda Sonora Para Um Regresso a Casa” (crónicas, 2011). Está traduzido em Inglaterra e na Polónia, editado no Brasil e representado em antologias em Espanha, Itália e Brasil, para além de Portugal. Jornalista de origem, trabalhou na imprensa, na televisão e na rádio, como repórter, editor, autor de conteúdos e apresentador. Hoje, dedica-se sobretudo à crónica e ao comentário, que desenvolve a par da escrita de ficção. O seu novo romance, “Os Sítios Sem Resposta”, sai em Abril de 2012, com chancela da Porto Editora. (saber mais)
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